A Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, promete ser um dos maiores eventos esportivos e econômicos da década, com impactos profundos não apenas no futebol, mas também no mercado global, na economia local de cidades‑sede e em diversos setores empresariais.
Um impulso econômico global
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, destacou em fóruns internacionais que a Copa pode gerar mais de US$ 80 bilhões em impacto econômico global, adicionar quase US$ 41 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) mundial e criar cerca de 824 mil empregos antes e durante o evento.
Esse volume de recursos não se concentra apenas nas arenas, mas também nos setores de turismo, transporte, hospedagem, alimentação, comércio e serviços relacionados.
Turismo e movimentação de viagens em alta
Estudos de mercado mostram que a procura por viagens para os países‑sede cresceu mais de 100% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a antecipação de reservas de voos e hotéis.
Além disso, dados de reservas indicam que hotéis em cidades como Cidade do México tiveram seus níveis de ocupação saltarem significativamente em comparação ao ano anterior.
Impacto nas economias locais
Em cidades que sediam jogos, o impacto econômico já é sentido. Por exemplo, projeções mostram que apenas em Atlanta o incremento de atividade econômica relacionado ao Mundial pode chegar a cerca de US$ 70 milhões, com apoio a centenas de empregos temporários e aumento no consumo de restaurantes, lojas e serviços.
Comportamento do consumidor e mercado interno
No Brasil, estudos apontam que 71% dos consumidores planejam aumentar seus gastos durante a Copa, especialmente em setores como alimentação, bares e restaurantes, entretenimento, eletrônicos e vestuário.
Esse consumo adicional abre oportunidades para empresas que alinharem suas estratégias com o período do Mundial, seja com promoções, pacotes temáticos ou serviços diferenciados.
Setores mais beneficiados
Alguns setores tendem a se destacar durante o período:
- Turismo e hotelaria, com aumento de reservas e criação de pacotes turísticos.
- Varejo e serviços de alimentação, impulsionados pelo maior fluxo de consumidores.
- Tecnologia e marketing, com campanhas e soluções voltadas a engajamento dos torcedores.
- Espaços de eventos e entretenimento, que atraem público antes, durante e depois dos jogos.
Desafios e atenção dos mercados
Apesar do potencial econômico, empresas e governos também precisam considerar desafios como pressões sobre infraestrutura urbana e de transporte, gestão de segurança pública e a necessidade de planejamento financeiro sólido para aproveitar a oportunidade sem comprometer o longo prazo.
A Copa do Mundo de 2026 vai além do esporte: ela atua como um multiplicador econômico global, abrindo janelas estratégicas de oportunidades para negócios e mercados em diversos setores.
Desde o aumento no turismo até a maior movimentação de consumo e investimentos em infraestrutura, o evento pode impulsionar economias locais e gerar resultados positivos para empresas que se prepararem com antecedência e alinharem suas estratégias a essa grande vitrine internacional.